Você está em: 

Com participação do TJMSP, Seminário do CNJ discute integridade e rastreabilidade da prova digital

Postada em |

Com foco em direitos fundamentais e segurança digital, as “Provas digitais no Processo Penal” foram tema de Seminário promovido nesta quarta-feira (28/5) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. Na ocasião, o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) foi representado pelo presidente da Corte, Desembargador Militar Enio Luiz Rossetto, pelo Juiz de Direito Dalton Abranches Safi, o Juiz de Direito Substituto Fabricio Alonso Martinez Della Paschoa e o Coordenador Jurídico Guilherme Tomaz de Araujo.

Desembargador militar Enio Luiz Rossetto assiste o evento

A iniciativa integra a atuação estratégica do CNJ para o fortalecimento do sistema de justiça criminal frente aos desafios trazidos pela crescente digitalização da sociedade e das práticas criminosas. Evidenciando a consolidação de diretrizes normativas para a cadeia de custódia de vestígios digitais, o encontro reuniu magistrados(as), servidores(as), especialistas dos campos jurídico e tecnológico, bem como representantes da perícia e da comunidade acadêmica.

Por meio do diálogo interinstitucional, um dos objetivos do Seminário foi formular uma proposta de resolução com parâmetros para garantir a integridade, rastreabilidade e autenticidade das provas digitais em investigações e processos penais. A normatização busca compatibilizar o uso de tais elementos probatórios com os direitos fundamentais processuais, assegurando segurança jurídica e eficácia investigativa.

A programação contou com palestras de nomes de destaque, como a Desembargadora Priscilla Placha, que abordou os “Desafios das Provas Digitais no Poder Judiciário”, e o Professor Geraldo Prado, que tratou dos “Fundamentos Teóricos e Normativos das Provas Digitais”. Também participaram o Diretor-Geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, que falou sobre a “Volatilidade dos Vestígios Cibernéticos”, e os Delegados da Polícia Federal Valdemar Latance Neto e Fernanda de Paiva Rio Camargo, que expuseram “Questões Práticas sobre a Prova Digital”.

Mesa de abertura do evento do CNJ

No período da tarde, ocorreram quatro oficinas temáticas:

  • Oficina 1 – Princípios da Cadeia de Custódia Digital, com foco nas garantias jurídicas essenciais à produção e preservação da prova digital;
  • Oficina 2 – Conceitos Estruturantes da Prova Digital, que promoveu um debate interdisciplinar sobre terminologias e riscos da manipulação de dados;
  • Oficina 3 – Etapas da Cadeia de Custódia Digital, a qual detalhou o ciclo de vida da prova, da coleta ao descarte;
  • Oficina 4 – Governança Judiciária da Prova Digital, em que foram discutidos os limites e responsabilidades do Judiciário na fiscalização da prova digital, incluindo questões como o uso de print screens, perícias informais e cooperação internacional.

A interlocução promovida pelo evento reforça a importância da atuação integrada entre os diversos ramos do Judiciário, perícias, polícia e comunidade acadêmica na consolidação de diretrizes sobre provas digitais.

Por: Imprensa TJMSP (Esta matéria foi elaborada com o apoio do Coordenador Jurídico Guilherme Tomaz de Araujo.)

Notícias relacionadas:

Na parte superior direita, em azul e fonte pixelada, o texto: e-MILIA - Assistente virtual do TJMSP. Desenho de animação de mulher parda com cabelos escuros cacheados até a altura dos ombros, com divisão lateral à frente. Ela dá um sorriso leve. Usa blazer azul e camiseta branca abaixo. Atrás, ao fundo, está um plenário com as cadeiras vazias, onde se veem uma mesa comprida, microfones à frente das cadeiras, e duas mesas menores mais à frente, uma de cada lado, também com cadeira e microfone em cada uma. Na parede branca ao fundo, há uma balança dourada pendurada.

Conheça a e-MILIA: assistente virtual do TJMSP aproxima a sociedade da Justiça Militar com linguagem simples

Postada em |
Ilustração em estilo gráfico sobre fundo roxo, composta por diversos balões de fala distribuídos pelo espaço. Alguns balões aparecem em branco e outros apenas como sombra em azul escuro, criando um padrão visual repetido. Sobre cada balão de fala há pequenas figuras humanas estilizadas, representando pessoas em diferentes situações de comunicação e expressão. Entre elas, aparecem personagens segurando placas de protesto, falando ao celular, conversando em dupla, registrando algo com o telefone e fazendo gestos de manifestação, como levantar cartazes ou bandeiras. As figuras representam diversidade de gênero e aparência, incluindo homens e mulheres em diferentes roupas e posições. Em um dos balões, há também a figura de um policial uniformizado. A composição sugere múltiplas vozes e opiniões circulando no espaço público, simbolizando debate, manifestação de ideias, participação social e comunicação entre pessoas.

Rede de atendimento oferece serviços de acolhimento, orientação e proteção a mulheres em situação de vítimas de violência doméstica e familiar

Oito homens formalmente vestidos posam lado a lado para a foto

Futuro da magistratura e confiança pública pautam encontro nacional no STF  

Postada em |
Categoria: Sem categoria

Noticias