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CNJ divulga Carta de Brasília com compromissos para fortalecimento da governança de dados

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Categoria: Inovação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu, em 9 de outubro de 2025, em Brasília, o I Encontro Nacional dos Encarregados pelo Tratamento de Dados do Poder Judiciário, que resultou na publicação da Carta de Brasília — documento que consolida diretrizes e compromissos para o fortalecimento da proteção de dados pessoais, da segurança da informação e da inovação responsável no âmbito do Judiciário brasileiro.

A Carta de Brasília reafirma o papel estratégico dos Encarregados pelo Tratamento de Dados Pessoais (DPOs) e destaca a importância de garantir autonomia técnica, estrutura adequada e formação continuada para o desempenho de suas atribuições, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e com as resoluções do CNJ e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Entre os principais pontos do documento estão:

  • o fortalecimento da governança de dados e da segurança da informação como prioridades institucionais;
  • a adoção dos princípios de privacidade desde a concepção (Privacy by Design) e do uso ético e transparente da inteligência artificial;
  • a criação do Colégio de Encarregados do Poder Judiciário, para promover integração, padronização e compartilhamento de boas práticas entre os tribunais;
  • e a proposta de criação do Selo Danilo Doneda de Proteção de Dados do Judiciário, em homenagem ao jurista pioneiro na defesa da privacidade e dos direitos digitais no Brasil.

O documento também recomenda a realização de encontros semestrais e a elaboração de cartilhas nacionais com orientações técnicas, além do desenvolvimento de programas de formação permanentes voltados a magistrados, servidores e colaboradores, fortalecendo a cultura institucional de proteção de dados.

Ao divulgar a Carta de Brasília, o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) reforça seu alinhamento com as boas práticas de governança, segurança e transparência, reafirmando o compromisso do Poder Judiciário com a proteção dos direitos fundamentais e com o uso ético da tecnologia a serviço da Justiça.

Por: Imprensa TJMSP com informações do CNJ

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