Você está em: 

18º Seminário Nacional das Justiças Militares tem abertura marcada por reflexões sobre modernização e valorização da Justiça Militar

Postada em |

Teve início nesta quinta-feira, 24, o 18º Seminário Nacional das Justiças Militares, uma realização da Associação dos Magistrados das Justiças Militares Estaduais (AMAJME), que reuniu autoridades civis e militares no auditório do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo para debater os desafios e avanços da Justiça Militar no Brasil. A cerimônia de abertura contou com a presença de destacadas figuras do Judiciário militar brasileiro.

O presidente da AMAJME, desembargador Getúlio Corrêa, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, abriu oficialmente o evento. Em sua fala, destacou a urgente necessidade de ampliar o conhecimento da população — e especialmente dos profissionais do Direito — sobre o papel e funcionamento da Justiça Militar. “Há um número expressivo de advogados que sequer têm conhecimento da existência da Justiça Militar. Essa realidade precisa ser transformada”, afirmou Corrêa. O magistrado também prestou uma homenagem ao desembargador Evanir Ferreira Castilho, ex-presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, falecido em janeiro deste ano, lembrado por sua dedicação e legado institucional.

O desembargador militar Enio Luiz Rossetto, presidente do TJMSP, fez um panorama das transformações recentes na legislação penal militar. Ele abordou os impactos da Lei nº 13.491, que ampliou o conceito de crime militar, incluindo crimes cometidos por militares contra civis no rol da Justiça Militar. “Essa mudança foi fundamental para delimitar melhor o campo de atuação da Justiça Militar e reafirmar sua competência”, afirmou Rossetto. O desembargador também comentou a modernização trazida pela Lei nº 14.688/2023, que reformou o Código Penal Militar, atualizando seus dispositivos à luz do Código Penal comum, da Constituição Federal e da legislação sobre crimes hediondos.

O vice-presidente e decano do TJMSP, desembargador militar Fernando Pereira, destacou a importância das Propostas de Emenda Constitucional atualmente em tramitação no Congresso Nacional. Ele chamou a atenção para a PEC 4/2023, que visa garantir representação da Justiça Militar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e para a PEC 7/2024, que propõe redefinir a estrutura dos órgãos das Justiças Militares da União e dos estados. “São propostas que tratam da consolidação institucional da Justiça Militar e da sua devida inserção no sistema de Justiça brasileiro”, defendeu Pereira.

A cerimônia de abertura contou ainda com a presença dos ministros do Superior Tribunal Militar, José Barroso Filho, e dos generais de Exército Lourival Carvalho Silva e Guido Amim Naves, além de diversas outras autoridades. Entre os presentes estavam Edmundo Franca de Oliveira, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça Militar da União; Nelson Lacava Filho, presidente da Associação Nacional do Ministério Público; e o juiz militar de Angola, dr. Matias Caxixi. A advogada Fabiane Andrade, presidente da Comissão Nacional de Direito Militar da Associação Brasileira de Advogados, também prestigiou a cerimônia.

Integrantes do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, desembargadores militares Silvio Hiroshi Oyama, Ricardo Juhás Sanches, Clovis Santinon e Orlando Eduardo Geraldi e os juízes Maria Elisa Terra Alves, Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, José Álvaro Machado Marques, Dalton Abranches Safi e Fabrício Alonso Martinez Della Páscoa também estiveram presentes. Os desembargadores militares Fábio Duarte Fernandes e Sócrates Edgard dos Anjos dos Tribunais de Justiça de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, respectivamente, além de integrantes das Polícias Militares de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, Paraná, Alagoas e Santa Catarina que completaram o grupo de convidados.

O seminário segue com uma programação extensa, envolvendo painéis, palestras e debates que se estenderão pelos próximos dias, com temas voltados à evolução legislativa, atuação jurisdicional e o futuro da Justiça Militar no Brasil.

Por: Imprensa TJMSP

Notícias relacionadas:

Reunião institucional realizada em uma sala de conferências moderna. Cerca de dez participantes estão sentados ao redor de uma mesa oval escura, discutindo assuntos em pauta. Há notebooks, documentos, copos de água e identificações sobre a mesa. Em uma tela ao fundo aparece a mensagem: “A ENAJUM agradece a presença dos Diretores das Escolas Judiciais convidados”, acompanhada de logotipos institucionais. O ambiente é iluminado, com paredes claras, cadeiras de escritório e equipamento de ar-condicionado visível.

Encontro nacional promove integração entre escolas judiciais militares

Postada em |
Categoria: Institucional
Mesa de evento institucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em auditório, com cinco pessoas sentadas atrás de uma bancada azul durante uma apresentação. Ao fundo, há um painel de madeira com a logomarca do CNJ e uma tela exibindo o tema sobre integração e boas práticas entre o CNJ e as corregedorias da Justiça no Brasil. Na frente da mesa, o público ocupa as cadeiras do auditório, acompanhando a atividade. O ambiente é formal e voltado para debates e apresentações institucionais.

TJMSP participa de encontro do CNJ sobre aprimoramento da atividade correicional

Postada em |

Justiça Militar paulista acompanha desfile de 7 de Setembro em São Paulo

Postada em |

Noticias

Aviso!

Você está sendo redirecionado para outro site e o link abrirá em uma nova aba. Deseja continuar?