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TJMSP marca presença no lançamento do livro Manual Antiassédio, da Juíza Federal Mariana Aquino

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Categoria: Integridade

Representantes do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo participaram, nesta quarta-feira (10/12), do lançamento do Manual Antiassédio, obra da Juíza Federal Mariana Aquino. O evento ocorreu na 2ª Circunscrição Judiciária Militar, às 16h30, reunindo magistrados(as), servidores(as) e equipes envolvidas em iniciativas de prevenção e enfrentamento a condutas abusivas nas instituições públicas.

Estiveram presentes Leandro Tresinari Grangeiro, Diretor de Recursos Humanos; Thais Manzotti Perez, Escrevente Técnico Judiciário da Assistência de Imprensa e Comunicação; e os membros da CPEAMAS: Eduardo Rodrigues Alves Barcellos, Assistente Técnico de Gabinete Judiciário; José Mario de Castro Bello, Supervisor de Serviço de Planejamento de Recursos Humanos; Maria do Socorro Lima Sacio, Chefe do Serviço de Planejamento de Recursos Humanos; e Camilie Cardoso, Assistente Técnico de Gabinete Judiciário da AIC.

A Juíza Federal Mariana Aquino atua na 1ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, no Rio de Janeiro. É mestranda em Direitos Humanos pela UNIJUI, especialista em Direito Militar pela UCAM e diplomada em Direito Internacional Humanitário pela Universidade de Leiden, na Holanda. Graduada em Direito pela PUC-Campinas, integra o Comitê de Combate ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação no Judiciário do CNJ. Atuou como presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio na Justiça Militar (2020–2024), foi Ouvidora da Mulher na JMU (2023–2024) e hoje ocupa a vice-presidência do Colégio de Ouvidorias Judiciais da Mulher (COJUM), representando a Justiça Militar. Também é palestrante, professora e facilitadora de círculos de justiça restaurativa.

Um guia direto e prático para enfrentar situações complexas

Manual Antiassédio se destaca pela linguagem acessível e pela abordagem prática, sem perder a seriedade necessária diante de temas sensíveis. O livro se organiza de forma didática, abrindo com uma introdução que conversa diretamente com quem lê e segue para capítulos que destrincham, com clareza, os diferentes tipos de assédio e discriminação.

No capítulo sobre assédio moral, a autora diferencia situações corriqueiras — como uma “piada” ou uma “exigência” — dos comportamentos que configuram humilhação e abuso. O texto apresenta categorias como assédio organizacional, interpessoal, cyberbullying, assédio de gênero e ocorrências específicas no contexto militar, sempre acompanhadas de exemplos que ajudam o leitor a identificar cenários de risco. A seção dedicada ao assédio sexual segue o mesmo caminho, explicando quando uma abordagem se torna constrangimento ou crime. O capítulo sobre discriminação expõe, com objetividade, manifestações de preconceito baseadas em gênero, orientação sexual, deficiência, gordofobia e racismo, articulando expressões comuns do cotidiano que, muitas vezes naturalizadas, são formas de violência simbólica. Já o tópico de microassédios mostra como pequenos gestos, comentários e posturas podem criar um ambiente hostil, com consequências reais para a saúde mental e o desempenho profissional. O livro apresenta estratégias de prevenção e enfrentamento aplicáveis a diferentes contextos.

Em “Fui assediado, e agora?”, a obra orienta o leitor sobre preservação de provas, busca de apoio, caminhos institucionais disponíveis e medidas para garantir um ambiente de trabalho saudável. O capítulo reforça que casos de assédio e discriminação precisam ter consequências concretas. O livro ainda reúne boas práticas, apresenta o aplicativo Respeito em Jogo e explica possibilidades de uso da Justiça Restaurativa em situações como as abordadas. Finaliza com um glossário objetivo, que facilita a compreensão de termos usados nos debates contemporâneos sobre violência, assédio e discriminação.

O TJMSP reforça o compromisso institucional com políticas permanentes de prevenção ao assédio e à discriminação. Um exemplar da obra está disponível na Biblioteca da Corte, com dedicatória da autora a magistrados(as) e servidores(as).

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A imagem apresenta um fundo roxo escuro, com um elemento central em formato de caminho sinuoso, semelhante a uma estrada clara que se estende horizontalmente pela cena. À esquerda, esse caminho se conecta a um grande símbolo estilizado que remete ao feminino — uma combinação entre o símbolo da mulher e uma fechadura, sugerindo proteção, segurança ou acesso restrito. O formato lembra uma entrada ou portal. Sobre o caminho, duas mulheres caminham lado a lado, em direção à esquerda, como se estivessem se aproximando desse símbolo/portal. Elas são representadas de forma simples e estilizada, com roupas em tons contrastantes (uma em rosa e outra em azul), reforçando a ideia de diversidade e movimento conjunto. No canto superior direito, aparece a frase: “A VIOLÊNCIA NÃO MORA AQUI”, em letras brancas. A composição transmite a ideia de um percurso seguro, acolhimento e proteção contra a violência, especialmente voltada às mulheres. O caminho pode simbolizar uma jornada ou acesso a um espaço onde há respeito e segurança.

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