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Palestra de Monja Coen marca Dia Internacional da Mulher na Justiça Militar paulista

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quinta-feira, 9 de março de 2023

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) promoveu, na quarta-feira (8), uma palestra com a Monja Coen Roshi, fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil e missionária oficial da tradição zen-budista Soto Zenshu, com sede no Japão.

A palestra “Resolvendo conflitos” ocorreu no modo presencial, no auditório do Tribunal e foi voltada para servidoras, servidores, magistradas, magistrados, terceirizadas, terceirizados e convidadas e convidados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF3) e de entidades parceiras do TJMSP.

O evento foi aberto pela juíza de Direito do Juízo Militar Substituta e presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do TJMSP, Maria Elisa Terra Alves. A magistrada salientou que, embora o Poder Judiciário esteja adotando ações a fim de incentivar a participação feminina em seus espaços, a desigualdade ainda é marcante.

Maria Elisa destacou as ações tomadas pelo TJMSP nos últimos dois anos com o objetivo de avançar em relação à equidade de gênero: a instalação do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, a criação da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual, a disponibilização de um canal exclusivo para denúncias de assédio moral e sexual e a realização de ações educativas e de esclarecimento sobre o tema. A juíza também anunciou às servidoras do Tribunal o projeto, em andamento, para a criação do Repositório de Mulheres Juristas do TJMSP, que dará ampla visibilidade às mulheres juristas da instituição, além de compor o repositório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na palestra “Resolvendo conflitos”, a Monja Coen ensinou ao público um exercício de respiração e compartilhou experiências pessoais de equilíbrio. “Vocês passam a maior parte da vida acordada no trabalho. Essa é sua família; é uma família não consanguínea, mas é. E você está criando harmonia nesse local?”, questionou.

A religiosa abordou formas de se alcançar, com treino, o estado de equilíbrio – quando nem elogios nem críticas abalam a pessoa. Ela destacou a necessidade de profissionais não levarem ao ambiente de trabalho reclamações de outros assuntos, que não podem ser resolvidas pelos seus colegas. “Se você quiser solucionar os conflitos no trabalho, primeiro precisa resolver seus conflitos internos”, aconselhou.

O presidente do TJMSP, juiz Orlando Eduardo Geraldi, encerrou o evento destacando a importância das mulheres na sociedade e agradecendo o empenho de todas as servidoras que atuam no Tribunal.

Por: Imprensa TJMSP

Monja Coen e a magistrada Maria Elisa Terra Alves
AD: [fotografia] Duas mulheres sentadas a uma mesa de madeira antiga. À esquerda, uma mulher careca veste manto preto e faixa roxa ao redor do pescoço. Ela observa a mulher sentada à direta, que tem cabelos castanhos e soltos na altura dos ombros, veste blusa bege e fala ao microfone fixo sobre a mesa

Monja Coen e o presidente do TJMSP, Orlando Eduardo Geraldi

Auditório do TJMSP ficou lotado para palestra

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A imagem apresenta um fundo roxo escuro, com um elemento central em formato de caminho sinuoso, semelhante a uma estrada clara que se estende horizontalmente pela cena. À esquerda, esse caminho se conecta a um grande símbolo estilizado que remete ao feminino — uma combinação entre o símbolo da mulher e uma fechadura, sugerindo proteção, segurança ou acesso restrito. O formato lembra uma entrada ou portal. Sobre o caminho, duas mulheres caminham lado a lado, em direção à esquerda, como se estivessem se aproximando desse símbolo/portal. Elas são representadas de forma simples e estilizada, com roupas em tons contrastantes (uma em rosa e outra em azul), reforçando a ideia de diversidade e movimento conjunto. No canto superior direito, aparece a frase: “A VIOLÊNCIA NÃO MORA AQUI”, em letras brancas. A composição transmite a ideia de um percurso seguro, acolhimento e proteção contra a violência, especialmente voltada às mulheres. O caminho pode simbolizar uma jornada ou acesso a um espaço onde há respeito e segurança.

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