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Ações de prevenção, proteção e acolhimento às mulheres são tema de palestras no TJMSP

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Falar sobre violência contra a mulher é também falar sobre acolhimento, proteção e responsabilidade. Com esse olhar, o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) promoveu, na tarde de segunda-feira, 31, um encontro dedicado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher, reunindo magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e terceirizados(as) para ouvir duas profissionais com ampla experiência na área: a coronel PM Adriana Roledo Beluzzo e a major PM Fernanda Pane.

Na abertura, o presidente do TJMSP, Des. Mil. Silvio Hiroshi Oyama, deu as boas-vindas aos participantes e falou sobre uma realidade que ainda preocupa: o aumento dos casos de feminicídio. O magistrado destacou que, mesmo diante do endurecimento das penas, que deveria contribuir para coibir esse tipo de crime, os números continuam crescendo.

A reflexão reforçou a importância de ir além da punição, investindo também em prevenção, informação, acolhimento e proteção às mulheres que vivem situações de violência.

Na sequência, o Des. Mil. Adriano Baptista Assis recepcionou as palestrantes e destacou a experiência de ambas. Segundo o magistrado, o conhecimento e a vivência das profissionais permitiriam aos participantes conhecer melhor os caminhos de prevenção e proteção e compreender como cada pessoa pode contribuir para essa rede de enfrentamento à violência.

Conhecer para proteger

A primeira palestra, Adriana Beluzzo apresentou a estrutura geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo e dados sobre a violência contra a mulher.

Mais do que números, a exposição mostrou a dimensão de um problema que exige atuação permanente e articulada. Foi apresentada a Sistemática de Proteção à Mulher e à Família, desenvolvida pela Polícia Militar, que reúne ações em três frentes: educacional, operacional e rede de proteção.

A proposta busca atuar desde a prevenção e a orientação até o atendimento das ocorrências e o encaminhamento das vítimas aos serviços que podem oferecer apoio e proteção.

Também foram explicados os processos de capacitação dos policiais militares para lidar com essas situações, além dos canais disponíveis para denúncias e dos meios de acolhimento oferecidos às mulheres. A orientação e a informação são ferramentas importantes para que a vítima saiba onde buscar ajuda e para que os profissionais estejam preparados para oferecer um atendimento adequado.

Acolher sem revitimizar

Na segunda palestra, Fernanda Pane trouxe um olhar ainda mais próximo para uma questão fundamental: como acolher uma mulher vítima de violência.

A apresentação explicou como a Polícia Militar conduz os casos de violência contra mulheres dentro da própria Corporação, detalhando as responsabilidades de cada área e de diferentes profissionais ao longo do atendimento, incluindo comandantes e a Corregedoria.

Um dos pontos destacados foi justamente a necessidade de acolher sem causar uma nova violência. Para isso, é fundamental que o profissional saiba ouvir, orientar e respeitar o momento vivido pela vítima, evitando atitudes ou questionamentos que possam gerar revitimização.

Também foi abordado o papel de cada profissional dentro da rede de proteção e a importância de conhecer as possibilidades de atendimento e proteção disponíveis. Durante a apresentação, foram tratados ainda os diferentes tipos de violência contra a mulher e a importância de reconhecê-los para que as medidas adequadas possam ser adotadas.

Ao longo das palestras, ficou evidente que enfrentar a violência contra a mulher é uma tarefa que envolve diferentes instituições, profissionais e, sobretudo, pessoas. Informação, preparo e acolhimento podem fazer a diferença no momento em que uma mulher decide pedir ajuda.

O encontro reforçou, assim, a importância de manter o tema em debate e de fortalecer uma cultura de prevenção e proteção, na qual a vítima seja ouvida, respeitada e encaminhada para receber o apoio necessário.

Por: Imprensa TJMSP

Ícone oficial do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 da ONU, com fundo vermelho-escuro. No canto superior esquerdo, o número
Ilustração gráfica quadrada de fundo vermelho vibrante. No canto superior esquerdo, o número
Ícone oficial do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da ONU, com fundo azul. No canto superior esquerdo, o número

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