Você está em: 

Da denúncia à sentença: como o Judiciário atua na proteção de mulheres em situação de violência doméstica

Postada em |
Categoria: Direitos Humanos

As mulheres que sofrem violência doméstica enfrentam não apenas as agressões, mas também dúvidas e incertezas sobre quais caminhos seguir para garantir proteção e acesso à Justiça.  

Da denúncia ao julgamento, a resposta institucional envolve a atuação articulada de diversas instituições, como delegacias, Ministério Público, Defensoria, Judiciário e serviços de apoio psicossocial.

Passo a passo

A imagem apresenta um infográfico em formato vertical, com fundo claro e elementos gráficos em tons de roxo. O conteúdo está organizado em blocos de texto sequenciais, conectados por linhas curvas, com ícones florais decorativos nas laterais, o que confere identidade visual acolhedora ao material.

O infográfico explica, de forma didática, o fluxo de um caso de violência doméstica no sistema de Justiça. Inicia com a orientação sobre o registro do boletim de ocorrência, preferencialmente em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, inclusive com possibilidade de registro online em alguns estados.

Na sequência, descreve o encaminhamento do caso para uma rede de instituições, como polícia, Ministério Público, Defensoria, Judiciário e serviços de apoio psicossocial. Aborda também a possibilidade de solicitação de medida protetiva de urgência, destacando que ela pode ser requerida independentemente do registro da ocorrência.

O material detalha as etapas processuais: análise do pedido por juiz ou juíza, atuação do Ministério Público, eventual oferecimento de denúncia, início do processo judicial, realização de audiência de instrução, produção de provas e alegações finais.

Explica ainda os direitos da vítima ao longo do processo, como escuta em ambiente protegido e acompanhamento psicossocial, e apresenta os possíveis desfechos, como condenação ou absolvição. Há menção específica aos casos de feminicídio, que são julgados pelo Tribunal do Júri.

Ao final, há um destaque informativo indicando que a medida protetiva não possui prazo fixo e pode permanecer válida enquanto houver risco à vítima, mesmo sem processo criminal em andamento.
nfográfico apresenta, de forma clara e sequencial, o caminho percorrido nos casos de violência doméstica, desde o registro da ocorrência até a decisão judicial, com destaque para as medidas protetivas, os direitos da vítima e a atuação integrada das instituições envolvidas.

Ainda tem mais:

  • Acolhimento e serviços de apoio 

Ao longo desse percurso, surge uma dúvida importante: em que momento a mulher recebe acolhimento e quais serviços estão disponíveis para apoiá-la?  

A mulher em situação de violência doméstica, inclusive nos casos de tentativa de feminicídio, pode acessar simultaneamente diferentes formas de apoio psicológico, social e jurídico.  Esse atendimento ocorre tanto no âmbito do Poder Judiciário quanto por meio da rede de atendimento prevista na Lei Maria da Penha, além de serviços que podem ser buscados diretamente pela mulher.   

  • Apoio no âmbito do Judiciário 

Dentro do sistema de Justiça, o acolhimento ocorre principalmente durante o andamento do processo. Nesse contexto, a juíza ou o juiz, a equipe da unidade judiciária, o Ministério Público ou a Defensoria Pública podem encaminhar a mulher para atendimento psicossocial. 

Esse atendimento é realizado por equipes multiprofissionais, de áreas como psicologia, serviço social e pedagogia, que oferecem acolhimento, orientação e avaliação das necessidades da mulher. O objetivo é garantir suporte durante o processo judicial e contribuir para a definição das medidas mais adequadas de proteção. Também envolve garantir que a mulher receba informações claras sobre seus direitos, sobre as etapas do processo e sobre os serviços disponíveis. 

Confira a rede de atendimento à mulher.

Texto: Ana Moura   
Edição: Andréa Lemos  
Revisão: Supervisão de conteúdo: Suzana Massako, juíza auxiliar da Presidência do CNJ, e Ceciana Schallenberger e Michelle Hugill, da equipe especializada de apoio do gabinete.  
Agência CNJ de Notícias 

Notícias relacionadas:

Fotografia em plano aberto de dez autoridades em pé, alinhadas lado a lado em um gabinete oficial do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. No centro, o presidente do TJMSP, Silvio Hiroshi Oyama, veste terno cinza e gravata azul clara. À sua direita (na foto, à esquerda), estão magistrados ternos e o coronel PM Mario Kitsuwa em uniforme cinza. À sua esquerda (na foto, à direita), destaca-se a coronel PM Glauce Anselmo Cavalli e o coronel PM Allan Marques Bueno, ambos em fardas oficiais, seguidos por outros magistrados. Ao fundo, veem-se bandeiras, um crucifixo na parede e painéis de madeira. Da esquerda para a direita: diretor da Escola Judiciária Militar, Des. Mil. Paulo Adib Casseb; ouvidor do TJMSP, Des. Mil. Enio Luiz Rossetto; vice-presidente do TJMSP, Des. Mil. Orlando Eduardo Geraldi; subcomandante da PM, Cel. Mario Kitsuwa; presidente do TJMSP, Des. Mil. Silvio Hiroshi Oyama; comandante-geral da PMESP, coronel Glauce Anselmo Cavalli; chefe de Gabinete do Comando Geral, Cel PM. Allan Marques Bueno; corregedor-geral da Justiça Militar, Des. Mil. Ricardo Juhás Sanchez; Des. Mil. Adriano Baptista Assis e Des. Mil. Fernando Pereira

Alta cúpula da Polícia Militar realiza visita institucional ao TJMSP

Postada em |
Categoria: Institucional
Quatro pessoas estão sentadas em uma mesa de sala de reunião. Da esquerda para a direita, está um homem branco de cabelo curto e escuro, com barba leve e camisa azul clara; à direita, está uma mulher branca de idade mais avançada, com cabelo branco curto; à direita, uma mulher branca jovem de cabelo castanho escuro, liso e longo; e à direita um homem branco mais velho de cabelo grisalho. Os dois homens dão um leve sorriso, enquanto o mais jovem fala, e as mulheres estão com expressão de desconforto.

Em campanha, CPEAMAS aborda casos em que a discriminação está por trás do assédio moral

Postada em |
Categoria: CPEAMAS
Cinco homens em trajes formais posam lado a lado em um auditório institucional. Ao fundo, há uma mesa com cadeiras, um telão de apresentação e a bandeira do Brasil posicionada à esquerda. Os participantes estão de pé, com postura formal, alguns com as mãos à frente do corpo. O ambiente é bem iluminado e sugere a realização de um evento oficial ou reunião no âmbito do sistema de Justiça.

Justiça militar paulista participa de debate sobre metas e diretrizes do Judiciário brasileiro

Postada em |
Categoria: Metas Nacionais

Noticias

Aviso!

Você está sendo redirecionado para outro site e o link abrirá em uma nova aba. Deseja continuar?