Você está em: 

TJMSP participa de mobilização nacional contra o assédio

Postada em |

quinta-feira, 1º de junho de 2023

No mês do Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral, lembrado em 2 de maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encabeça a campanha “Assédio e discriminação, não”, à qual o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) adere, com vistas à prevenção e combate da prática de assédio moral, sexual e qualquer forma de discriminação dentro do Poder Judiciário. A campanha objetiva esclarecer e ressaltar a importância do tema para auxiliar os integrantes do Poder Judiciário a identificar se estão sendo vítimas de abusos e violências no ambiente laboral.

Mais de uma em cada cinco pessoas empregadas (quase 23%) já sofreram violência ou assédio físico, psicológico ou sexual no trabalho, no mundo, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Atenção e combate constantes a toda e qualquer forma de violência, assédio ou discriminação se fazem necessários não apenas para evitar prejuízos à saúde física e mental do trabalhador, como também garantir o bem-estar coletivo e preservar a dignidade da pessoa humana.

A 2ª Pesquisa Nacional “Assédio e Discriminação no Âmbito do Poder Judiciário” coordenada pelo CNJ e divulgada em 8 de maio de 2023 no bojo da campanha apontou que 56,4% dos respondentes disseram que já sofreram algum tipo de assédio ou alguma forma de discriminação. Os servidores representam o grupo mais assediado do Poder Judiciário, com 58,3% dos casos. Já as pessoas autodeclaradas pretas são as que mais sofrem assédio ou discriminação, com 70,2% dos casos. Por fim, a pesquisa aponta que a hipótese mais frequente é o assédio moral, com 87,6%. O estudo avaliou aproximadamente 14 mil integrantes do Poder Judiciário, dentre magistrados, servidores e auxiliares. Os dados colhidos e conclusões alcançadas serão úteis para a elaboração de políticas de enfrentamento aos abusos dentro do ambiente de trabalho.

No âmbito do TJMSP, a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual (CPEAMAS), criada por meio do Provimento 86/2021 em fevereiro de 2021, labora para implementar a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação (instituída pela Resolução CNJ nº 351/2020).

Com o intuito de estimular a prevenção e o pronto enfrentamento de qualquer tipo de assédio ou discriminação, a Comissão promoveu, entre outras, as seguintes ações: divulgação e participação na palestra on-line “Prevenção e Combate ao Assédio: Práticas e Modelo para a Implantação”, promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU); divulgação e participação nos webnários “Assédio Moral e Sexual: Aspectos Sociojurídicos” e “Prevenção do Assédio e Violência no Trabalho”, ambos promovidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5); promoção da palestra on-line “Assédio Moral e Sexual na Relação de Trabalho”, ministrada pela psicóloga Dra. Karla Borges no Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP).

Desde sua criação, a Comissão tem se mostrado ativa, já tendo representado ocorrências aos órgãos disciplinares, encabeçado providências, colaborado em apurações e protegido vítimas. A CPEAMAS também mantém um canal de denúncias específico para as servidoras e os servidores. Pelo e-mail enfrentamento.assedio@tjmsp.jus.br é possível denunciar de forma sigilosa. Apenas os integrantes da CPEAMAS têm acesso ao conteúdo da mensagem e estão preparados para garantir sigilo e segurança à vítima.

TIPOS DE ASSÉDIO

Saiba como identificar cada tipo de assédio:

Assédio moral – processo contínuo e reiterado de condutas abusivas intencionais ou não, que atentem contra a integridade, identidade ou dignidade humana do trabalhador por meio da degradação das relações socioprofissionais e do ambiente de trabalho; exigência de cumprimento de tarefas desnecessárias ou exorbitantes; discriminação, humilhação, constrangimento, isolamento, exclusão social, difamação ou abalo psicológico.

Assédio sexual – conduta de conotação sexual praticada contra a vontade de alguém, sob forma verbal, não verbal ou física, manifestada por palavras, gestos, contatos físicos ou outros meios, com o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador.

Discriminação – compreende toda distinção, exclusão, restrição ou preferência fundada na raça, etnia, cor, sexo, gênero, religião, deficiência, opinião política, nacionalidade, origem social, idade, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, ou qualquer outra que atente contra o reconhecimento ou exercício, em condições de igualdade, dos direitos e liberdades fundamentais.

Para mais informações acesse a cartilha do CNJ.

Notícias relacionadas:

Seis pessoas posam lado a lado em frente a um painel institucional da Universidade Zumbi dos Palmares. O fundo exibe uma grande fotografia de uma cerimônia de formatura, com o nome “ZUMBI” em destaque no centro e elementos gráficos geométricos em azul e verde nas laterais. As pessoas estão vestidas com trajes formais, incluindo ternos, blazers e roupas sociais, e estão posicionadas para uma foto oficial de evento. O ambiente é interno, com iluminação uniforme e foco nos participantes em primeiro plano. Textos visíveis no painel incluem “Universidade Zumbi dos Palmares” e “Instituição Comunitária de Ensino Superior”.

Presidente do TJMSP prestigia posse de José Vicente na Academia Paulista de Educação

Em fundo branco com textura de redes ligadas por pontos em tons azulados, se vê ao centro, em preto, o logo do CNJ com o texto

TJMSP alcança nível de excelência no iGovTIC-JUD pelo segundo ano consecutivo

Postada em |
Categoria: Inovação
Cerimônia realizada em um auditório da Escola Superior de Sargentos da Polícia Militar. Em primeiro plano, uma pessoa uniformizada segura a bandeira do Brasil sobre um pedestal. Duas guardas de honra com uniformes vermelhos e pretos posicionam-se nas laterais. Ao fundo, uma mesa com autoridades sentadas diante de um painel vermelho com a inscrição “Escola Superior de Sargentos” e símbolos institucionais. O ambiente é iluminado por luzes de teto e possui decoração com cores predominantes vermelha, preta e cinza.

90 anos de formação: Escola Superior de Sargentos celebra trajetória com homenagens

Postada em |
Categoria: Sem categoria

Noticias

Aviso!

Você está sendo redirecionado para outro site e o link abrirá em uma nova aba. Deseja continuar?