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TJMSP promove palestra sobre o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar e Atuação da Polícia Militar

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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Na manhã desta quarta-feira (24/7), o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP) recebeu a Major PM Sandra Aparecida dos Santos, do Comando de Policiamento de Área Metropolitana Dez, para ministrar a palestra “Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar e Atuação da Polícia Militar”. Organizado pela Assessoria Policial Militar do TJMSP, o evento ocorreu no Auditório do edifício-sede, reunindo servidoras(es), terceirizadas(os) e colaboradoras(es) da Polícia Militar que atuam nesta Corte. A iniciativa está alinhada com a recente Portaria nº 467/2024 AssPres, que estabelece o Protocolo de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra Magistradas e Servidoras no âmbito da Justiça Militar paulista.

Introduzindo com panorama histórico, a Major PM trouxe reproduções de manchetes da imprensa ao longo do século XX e propôs uma reflexão sobre o silenciamento das mulheres e a imposição de padrões que reforçam a desigualdade de gênero. Em seguida, apresentou a primeira juíza brasileira, Auri Moura Costa, que foi empossada em Fortaleza (CE) em 1939 – e se tornou, também, a primeira magistrada a sofrer discriminação e violência de gênero. 

Major PM apresenta manchetes publicadas ao longo do século XX
Major PM fala sobre a Dra. Auri Moura Costa, a primeira juíza brasileira

Ao enfocar os índices de violência doméstica e familiar sofrida por magistradas e servidoras do Judiciário, a Major PM reforçou a importância da busca por apoio. “É comum que se acredite que as mulheres inseridas no Judiciário, por conhecerem os caminhos, têm menos chances de sofrerem esse tipo de violência. Mas a pesquisa realizada pela Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP e a FGV (2021) mostra que poucas partiram para a rota crítica, movimento que se faz com o objetivo de romper com o ciclo de agressões. Dentre elas, apenas 14% buscaram apoio judicial. A criação de Protocolos como o instituído pelo TJM é primordial para que se estabeleça uma rede de apoio para as mulheres”, pontuou. 

Segundo dados apresentados, nos últimos anos o Brasil registrou número alarmante de feminicídios e violência contra a mulher – apenas em 2023 ocorreu o registro de 1.238.208 mulheres vítimas de violência e cerca de 54 mil pedidos de medidas protetivas de urgência (MPU). Em resposta, a Polícia Militar de São Paulo desenvolveu o aplicativo “SOS Mulher”, que auxilia no registro de boletins de ocorrência ou solicitações de MPU. Com 41.409 mulheres cadastradas e 6.489 registros de acionamento, o aplicativo também conta com botão de emergência que envia ajuda imediata para o local, quando necessário. 

SOS Mulher: vítimas em SP podem pedir ajuda apertando apenas um botão -  Portal CNJ
App “SOS Mulher”

Além desse recurso, a Polícia Militar implementou a Patrulha Maria da Penha, estabelecida pela Lei n° 17.260/20, que monitora agressores de forma contínua por meio de tornozeleiras eletrônicas coordenadas pelo COPOM. Atualmente, 92 agressores na capital são monitorados por esse programa.

Major PM Sandra Aparecida dos Santos recebe o certificado de palestrante

O TJMSP agradece pela primorosa contribuição da Major PM Sandra Aparecida dos Santos, reafirmando seu compromisso com a segurança e o bem-estar de todas as profissionais que atuam nesta Corte.

Por: Imprensa TJMSP

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